Cientistas Sociais Concluem que Relacionamentos se Resumem a 2 Tipos de Características.

Cientistas Sociais Concluem que Relacionamentos se Resumem a 2 Tipos de Características.

O mercado de casamentos movimenta 15 bilhões de reais por ano no Brasil. Isto significa que apesar de tudo acreditamos que compartilhar a vida com alguém ainda vale a pena. Você concorda?

No livro “A Ciência dos Felizes para Sempre”, tradução livre de “The Science of Happily ever After”, de Ty Tashiro, ele menciona que apenas 3 entre 10 casais conseguem se manter em um casamento feliz.

Em nosso país os números parecem ser um pouco mais otimistas. De acordo com o site governamental Portal Brasil, houveram 1,1 milhão de uniões em 2014, enquanto que dados da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgados pelo IBGE, indicam que foram homologados 341,1 mil divórcios neste mesmo ano.

Pesquisa

Há alguns anos, preocupados com o número massivo de divórcios na década de 70, com seu ápice na década de 90, cientistas sociais americanos agruparam casais com o objetivo de observá-los para que pudessem determinar quais os ingredientes de um relacionamento feliz e duradouro.

Os casais foram convidados ao laboratório para falar sobre como se conheceram, qual o maior conflito que tiveram que superar juntos e quais a memórias positivas que tinham da vida a dois. Enquanto falavam, estavam conectados à eletrodos que mediam o fluxo sanguíneo, os níveis de açúcar no organismo e o batimento cardíaco.

De acordo com os resultados da fisiologia de cada um, os cientistas os dividiram em 2 categorias principais: Os “mestres” e os “desastrados”. Seis anos depois, o mesmo grupo de casais retornou ao laboratório e foi constatado que os integrantes da categoria “mestres” ainda estavam juntos e felizes, enquanto que os da categoria “desastrados” já haviam se separado ou estavam extremamente infelizes com a união.

Você deve estar se perguntando: mas o que a fisiologia tem a ver com isto? O problema foi que os “desastrados” mostravam através de sua química corporal que estavam sempre em “modo de briga”. Ao sentarem-se com seus parceiros para uma conversa cotidiana ou pensar na vida com eles era o mesmo que estarem preparados para enfrentar um leão, ou o seu pior inimigo. Já os “mestres” tiveram uma reação química oposta durante o teste, a de prazer e relaxamento. A característica principal dos “mestres” é que eles enxergam nos parceiros o lado bom enquanto que o foco dos “desastrados” é a crítica constante e o negativismo.

Conclusão

A conclusão não é novidade: brigas constantes é o fator número 1 para a separação de casais. Além disso, pessoas que ignoram deliberadamente seus parceiros, respondendo aos estímulos deles com poucas palavras, demonstrando indiferença, acabam por deteriorar a relação causando no outro um sentimento de baixa estima ou de ser pouco valorizado. Como disse uma vez o ator Robin Williams, “Costumava pensar que a pior coisa da vida era terminar só, mas não é. A pior coisa da vida é terminar com alguém que te faz sentir só”.

O respeito mútuo, a gentileza e a estabilidade emocional por sua vez são fatores essenciais para uma vivência feliz e duradoura com o outro. Claro que o momento mais difícil de manter a gentileza é durante uma briga, no entanto é também o momento mais importante para segurar a onda e não passar para o lado negro da força. Muitas pessoas ainda confundem a raiva com agressão verbal, mas são duas coisas bem diferentes. Somos humanos, sentimos raiva e é OK sentir, mas como lidamos com a raiva e a maneira como a expressamos é que vai determinar o sucesso ou o fracasso de qualquer relacionamento. Se entramos na espiral de agressões e desrespeito, certamente nunca mais conseguiremos achar o caminho de volta e colocaremos tudo a perder.

O segredo é focar no que o nosso companheiro tem de bom e sempre exaltar as suas qualidades, ao contrário de sempre criticá-lo olhando apenas para o lado negativo. Agindo assim, é muito provável que ele ou ela façam o mesmo com você.

Sempre me lembro da famosa frase do integrante da banda Beatles dos anos 60/70, John Lennon, “A vida é aquilo que acontece enquanto você está fazendo planos”. Fazendo um paralelo, podemos dizer também que “A vida é aquilo que acontece enquanto casais discutem a relação”. Um ajuste aqui e ali tudo bem, mas tudo tem que ter seu peso e sua medida. VIVER a relação é o que realmente vale a pena.

Aqui vai um resumo das dez propostas de especialistas no assunto compilados pelo Evoluterapia:

1. Tenham os mesmos valores pessoais

Se um dos parceiros espera um relacionamento monogâmico e o outro quer um aberto — e não vai se comprometer — esse relacionamento vai funcionar a longo prazo?

Quando se trata de assuntos como saúde, hábitos financeiros e formas de criar os filhos, é preciso que haja opiniões em comum, ou que pelo menos um dos parceiros aceite a opinião conflitante do outro. Se não, o ressentimento pode se transformar em brigas intermináveis ou raiva. Ou os casais podem evitar conversar sobre o assunto, e a relação estará condenada.

2. Mantenha a chama viva

Como sabemos, os relacionamentos passam por diferentes estágios – o cortejo, os primeiros sinais do amor, o período de lua de mel …, mas apesar da “pressa” inicial, o amor muitas vezes desaparece com o tempo. Portanto é preciso manter a química viva para evitar que a companhia um do outro se torne entediante.

As coisas que podemos fazer não precisam ser caras para serem agradáveis. Beber um vinho em um belo parque, divertir-se em um clube juntos, aconchegar-se vendo um pôr do sol — qualquer coisa que funcione para ambos manterem a chama acesa.

Além disso, continuem rindo. Casais que compartilham o mesmo senso de humor — e com frequência riem juntos — são mais propensos a terem uma relação a longo prazo.

3. Faça o seu parceiro se sentir a pessoa mais importante no mundo

Se um dos parceiros se sente segunda (ou terceira …) melhor pessoa para seu parceiro com relação aos pais ou amigos … ele vai dizer “eu te amo muito”? Nós somos sensíveis, e podemos dizer se alguém nos ama ou não, ou nos ama menos do que gostaríamos.

Seja quente — não frio e distante. Se o parceiro quer afeto, ofereça afetos muitas vezes, e faça isso com amor. Diga “eu te amo” muitas vezes, e diga espontaneamente. Esteja disponível para ele em momentos de necessidade.

4. Pequenas coisas significam muito

Como sabemos, coisas pequenas podem se transformar em coisas grandes ao longo do tempo. Se deixar a roupa suja no chão do banheiro todos os dias irrita o parceiro – pare de fazer isso. Qualquer que seja essa atitude que incomoda, tente encontrar um equilíbrio para que o excesso de agrado não torne um o capacho do outro.

Um simples abraço ou um “eu te amo” a cada noite antes de dormir. Ou um carinhoso “sinto muito”, durante uma discussão. São coisas pequenas que podem fazer a diferença entre o ressentimento duradouro ou a paz e a felicidade em um relacionamento.

5. Tenham uma vida social e interesses mútuos

Para um relacionamento feliz, é óbvio que os casais precisam fazer regularmente coisas agradáveis juntos. Não é preciso minimizar totalmente a sua individualidade, mas sem ao menos um interesse em comum, será que essa relação tem motivo? Vale a pena continuar?

Porém, ter interesses fora do relacionamento é vital. Ter apenas o parceiro para compartilhar o tempo com qualidade, seria confiar apenas a ele a nossa felicidade, e isso não é uma coisa boa.

6. Agrade o outro

Pequenos presentes, como cartas, bilhetes de amor, flores, coisas que dizem “eu te amo”. Presenteie com sinceridade em todas as fases da relação — e não apenas durante o namoro. Mas não exagere — não é preciso sufocar a pessoa ou se afundar em dívidas.

7. Não jogue sujo em uma briga, e faça as pazes rapidamente

Discussões longas e desagradáveis são maneiras eficazes de aniquilar um relacionamento. Brigue sem ferir o parceiro fisicamente e ou emocionalmente. Diga “desculpe” rapidamente se achar que está errado, não espere por dias ou deixe de dizer.

8. Trate o parceiro com respeito

Bondade, consideração e dignidade são essenciais para manter um relacionamento feliz. Comentários maliciosos, palavras desagradáveis e críticas podem destruir o amor. Ninguém gosta de se sentir menosprezado. Se não gosta de algo que o outro faz, encontre uma maneira de expressar seu sentimento sem ferir a auto estima do outro.

9. Dê apoio

O suporte pode ser emocional, físico, espiritual …. Tente incentivar o outro com palavras e ações para mostrar o quanto se preocupa com ele. Assista o parceiro se ele joga faz algum esporte. Cuide do outro quando este está doente. Ouça com atenção quando o parceiro está chateado.

10. Aprecie o parceiro

Anos atrás, li que a principal razão pela qual muitos casamentos acabam é porque pelo menos um dos parceiros se sente desvalorizado no relacionamento. Faça-o sentir especial e valorizado como pessoa no mundo.

Autoria: Lilian de Camargo Cunha – Professional & Life Coach

Fonte:

http://www.portaleducacao.com.br

http://www.collective-evolution.com

http://www.extrahappiness

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