O Caminho da Decepção para a Evolução

O Caminho da Decepção para a Evolução

Entra dia e sai dia e aquela dor aguda lá de dentro, no fundo do peito insiste em ficar. Quem já não se sentiu assim?

A decepção que por vezes vivenciamos, seja através de uma situação, um amigo, um amor, um sócio ou um parente nos faz sentir assim: além de culturalmente nos causar vergonha ao admitirmos que fomos enganados ou passados para trás, a dor é tanta que sentimos vontade de hibernar como os ursos fazem no inverno, na esperança de que ela simplesmente desapareça em uma bela manhã de sol e calor. 

Doi sim, você colocava a sua mais honesta fé naquele amigo (a), seu (a) cúmplice fiel,  dono (a) dos ombros que enxugaram suas lágrimas, motivo de seus mais sinceros sorrisos, companheiro de viagens, negócios, loucuras e das mais deliciosas risadas, alguém  para viver, conviver, sonhar e amar. Chove em todo o seu ser.

Não, não há remédio para essa dor que é quase física, e também posso apostar ser um dos momentos mais solitários na vida de um ser humano. Não há NADA que alguém possa fazer  para ajudar ou amenizar o que se sente. Os amigos batem nas suas costas, os familiares dizem estar ali para você, mas no escuro da noite, é você com você mesmo tentando elaborar  esse engano e desengano.

Uns tentam entender porque foram enganados, colocam o foco no outro e se culpam de alguma forma. Cá entre nós, todos temos certa tendência a nos colocar em posição de vítimas. É bem mais fácil, no entanto, não aprendemos nada com as experiências vividas, e simplemente não evoluímos. Responsabilizamos o mundo, os amigos, os pais, a família, o mal tempo, a situação econômica e esquecemos de olhar e trabalhar o lado mais importante de nossas vidas: Nós mesmos.

Por outro lado, alguns de nós conseguem resignificar o passado, olhar para o ângulo positivo da situação nos tornando verdadeiros alquimistas da vida que temos. Cuidamos de nós mesmos, da nossa química interna. Transformamos pedra em ouro, desilusão em aprendizado, cegueira em expansão. Mantemos as rédeas firmes do destino em nossas mãos. Sabemos que o problema  veio de fora. Curamos as feridas e sabemos que o tempo nos torna mais fortes. Entendemos que espaço de dor aberto no peito com essa experiência, é o que vai possibilitar a abertura  de um outro espaço de alegrias igual ou maior,  dentro do qual agora seremos capazes de entender e de nos permitir. Entendemos que experiências como estas aguçam o discernimento, nos faz crescer, nos torna maduros, mais humanos e mais tolerantes.

Entendemos que viver no presente é a única alternativa pois é tudo o que temos de palpável e é só nele que conseguiremos ESTAR, sentir, agir e contruir. O passado já se foi, não existe mais, e o futuro será fruto do que fizermos hoje, a cada momento e a cada escolha, minuto a minuto, dia após dia.

E de repente em um dia iluminado acordamos felizes, sem dores e loucos pra viver. O tempo passou e sem perceber fomos conquistando uma  vida muito melhor, além do que um dia pudemos imaginar. Tudo agora faz sentido. E é exatamente neste ponto que olhamos para trás, sorrimos e agradecemos por essa incrível jornada; de cabo a rabo, do início ao fim, as coisas boas e ruins, o traidor, a dor, o amadurecimento, o resultado, à chuva e às manhãs de sol e calor.

 

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