Sal do Himalaia versus o Sal Comum: Vale a pena trocar?

Sal do Himalaia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que sejam consumidos de 5 a 6 gramas de sódio (presente no cloreto de sódio, o sal de cozinha) por dia. Enquanto isso, brasileiros consomem diariamente, em média, 12 gramas por dia, ou seja, o dobro do aconselhado. E você consome sal corretamente?

Muito se ouve falar sobre o sal de cozinha comum, branco, iodado e refinado, na verdade, este ingrediente se tornou o grande vilão da dieta de quem quer levar uma vida mais saudável através da boa alimentação. Quando consumido em excesso, pode causar diversas doenças, como hipertensão e problemas cardíacos, acidente vascular cerebral (AVC), além de problemas como a retenção de líquidos, estrias, celulites, e também atrapalhar o ganho de massa muscular e a absorção de cálcio pelo organismo (interferindo no crescimento de crianças e adolescentes).

Vale lembrar também que o consumo diário deste produto, como tempero de saladas e pratos quentes representa apenas 20%. Os outros 80% estão nos alimentos processados e industrializados que colocamos à mesa, como frios, embutidos, enlatados, salgadinhos, molhos prontos, etc.

Modismos à parte, atualmente uma nova opção de sal tem estado em alta, e traz consigo a promessa de trazer mais saúde e menos sódio ao consumidor: o Sal do Himalaia. Ele é extraído a partir do mar fossilizado que existia aos pés da cordilheira do Himalaia e recebe uma coloração rósea devido a quantidade de óxido de ferro. Por volta de 200 milhões de anos atrás o bater das ondas do mar nas montanhas gerou uma camada de sal cristalizado, que foi coberta por lava e assim permaneceu intocada e preservada, protegida de todos os poluentes vindos da superfície. Por esse motivo, acredita-se que o sal do Himalaia seja o sal de maior pureza encontrado no planeta.

Sem sofrer o processo de refinamento e por ser lavado manualmente, este sal rosa como também é chamado, tem uma rica composição apresentando 84 minerais e elementos diferentes como o cloreto de sódio, sulfato de cálcio, potássio e magnésio; todos encontrados e absorvidos facilmente pelo organismo.

Já o sal comum de cozinha tem a maioria de seus minerais retirados, restando apenas o cloreto e o sódio. Em seguida ele é branqueado e limpo com produtos químicos, para então ser aquecido a temperaturas elevadas. O iodo que é adicionado é, quase sempre, sintético. Além do sódio em excesso, o sal comum conta com substâncias químicas perigosas, como o ferrocianeto e o silicato de alumínio, que representam 2,5% do produto e são extremamente tóxicos e portanto prejudiciais à saúde.

Mas a maior diferença entre os dois está na quantidade de sódio: enquanto 1 grama de sal refinado contém 400 mg de sódio, o Sal do Himalaia contém 230 mg. A grande preocupação do excesso de ingestão de sódio hoje em dia, se dá por conta deste componente estar presente em diversos outros alimentos, como refrigerantes light e até mesmo na água engarrafada que compramos nos supermercados, que quando em altos níveis em nosso organismo, pode causar os problemas de saúde citados no início deste artigo.

Muito importante ressaltar que o sal consumido em quantidades normais é fundamental para o nosso bem-estar físico. Ele é essencial à nossa saúde e alimentação, atuando no equilíbrio da água de nosso corpo e na entrada e saída de nutrientes e de outras substâncias de nossas células, sendo indispensável para a nossa saúde e para o bom funcionamento do organismo. Além disso, o sódio também controla funções vitais, como os batimentos cardíacos, contrações musculares e transmissão de impulsos nervosos. Ainda há diversos distúrbios causados pela deficiência de iodo (que é adicionado ao sal de cozinha) no organismo. O iodo previne problemas como a surdez, o bócio, abortos prematuros e hipotireoidismo.

O Sal do Himalaia é bem mais caro que o sal comum mas parece ser a melhor opção em termos de custo benefício para quem está determinado a investir na saúde. Porém, fique atento a marcas boas e conhecidas, pois infelizmente já existem alguns falsificados no mercado.

 

Curiosidades:

Onde fica o Himalaia?

O Himalaia, Himalaias ou Cordilheira do Himalaia é a mais alta cadeia montanhosa do mundo, localizada entre a planície indo-gangética, ao sul, e o planalto tibetano, ao norte. A cordilheira abrange cinco países (Índia, China (que inclui o Tibete), Butão, Nepal, Paquistão) e contém a montanha mais alta do planeta, o Monte Everest. O nome Himalaia vem do sânscrito e significa “morada da neve”. Os Himalaias espalham-se, de oeste para leste, do vale do rio Indo ao vale do rio Bramaputra, formando um arco de cerca de 2500 km de extensão e com uma largura variando de 400 km no oeste, na região da Caxemira-Tibete, a 150 km no leste, na região do Tibete-Arunachal Pradesh.

Mina Khewra (Mina do sal, veja as fotos abaixo)

Localizada no Paquistão, a Mina de Khewra, de onde se extrai o sal do Himalaia (sal rosa), é considerada a segunda maior mina do mundo, sendo um importante ponto turístico para quem visita o país.  Atualmente, a Khewra apresenta 18 andares com 40 km de tuneis, compostos por câmaras e iluminados com as lamparinas feitas a partir das pedras de sal extraídas.  Khewra recebe em torno de 230 mil visitantes anualmente.

Além de possuir esculturas deslumbrantes, o ar dentro da mina Khewra ajuda na recuperação de pessoas que possuem problemas respiratórios, principalmente asma. O ar dentro da mina possui partículas de sal antibacterianos e um ambiente estéril, isso ajuda a limpar as passagens de ar nos pulmões daqueles que têm problemas respiratórios.

Fotos da segunda maior mina de sal do mundo no Paquistão, a Mina de Khewra:

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Autoria: Lilian de Camargo Cunha – Professional & Life Coach

 

Fonte:

  • Wikipédia
  • M de Mulher
  • Mother Nature Network
  • http://www.ecycle.com.br

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